Recém-casados e solteiros lideram busca por 1° apartamento


Jovens entre vinte e trinta e poucos anos. Esse é o perfil das pessoas que compram o primeiro apartamento. É gente que está começando a vida adulta, já acabou a faculdade, tem um emprego estável e um salário capaz de comportar as parcelas do financiamento imobiliário. Ou mesmo um pé de meia para bancá-lo à vista. O grupo se divide entre solteiros em busca de independência ou jovens casais que querem um lugar para iniciar a vida a dois.
É o caso de José Augusto Lobato, de 23 anos. Casado há dez meses, o jornalista de Belém mora há dois anos em São Paulo e está financiando um apartamento com a esposa, a também jornalista Mayara, de 24 anos. "O que sempre procuramos foi espaço, mas os apartamentos antigos estão caros. Mesmo assim, são mal cuidados e precisam de reforma. Então acabamos comprando um imóvel novo, pequeno – com 65m² –, mas com uma planta funcional", conta. A prioridade foi a boa localização, afinal está situado próximo ao metrô Saúde. Mas o que o ajudou mesmo a fechar o negócio foi o fato de haver duas vagas na garagem. "Tínhamos outro imóvel idêntico e um pouco mais barato em vista, mas acabamos ficando com esse porque tem duas vagas. Hoje só temos um carro, mas daqui a alguns anos vamos comprar outro", explica Lobato.
Para outro jovem casal, a jornalista Mariana Setubal, de 23 anos, e o administrador de empresas Carlos Pessoa, de 33, o mais importante na escolha foi a localização. "Procuramos em uns cinco bairros, perto de onde a gente mora atualmente e próximo de onde a gente trabalha. Também são bairros que a gente gosta, centrais, nos quais dá para fazer as coisas a pé. Em segundo lugar, o preço pesou bastante também. Por isso demoramos tanto para encontrar, quase um ano" lembra Mariana. Eles optaram por um imóvel de três quartos no Itaim Bibi.
Apesar de a boa localização ser um dos principais itens a serem levados em conta, não é o único. O economista Guilherme Gobato, de 35 anos, prezou, primeiramente, pela área social. "A parte de lazer desse prédio é interessante porque fica no alto, no 18º andar, e tem uma vista linda. E ainda conto com os benefícios que quase todos os prédios novos oferecem como sauna, piscina e vaga na garagem." Entretanto, também levou em conta o local. "Tinha ideia de tamanho – um ou dois quartos – e que fosse de fácil acesso à avenida Paulista. Pensei em bairros ao redor dali como Santa Cecília – onde moro, Pinheiros e Cerqueira César", afirma.
Para a jornalista Tatiane Matheus, de 30 anos, a prioridade pela boa localização foi dividida com a necessidade de um preço que coubesse no orçamento. "Não sou de São Paulo e precisava de um apartamento que fosse bem localizado. Como a minha verba era limitada, a prioridade era um prédio seguro e reformadinho. Onde eu moro tem uma academia em frente, um Sesc na rua de trás, faculdades e barzinhos. Então, área de lazer e salão de festas não foram tão importantes", explica. Ela mora em uma quitinete na Vila Buarque, região central de São Paulo, e fez um financiamento há três anos para quitar o imóvel.
Fonte: Redimob
Desapropriação de imóveis: saiba quais são os seus direitos

Em São Paulo serão despropriados 406 imóveis para a construção da linha Laranja, mas quais são os direitos dos proprietários dessas residências ou estabelecimentos comerciais quando o assunto é a desapropriação?
Quem tem direito?
Durante o processo de desapropriação, os proprietários dos imóveis têm direito de receber uma indenização do Metrô, já os inquilinos comerciais, se quiserem ser indenizados precisam entrar com uma ação na justiça, enquanto os inqulinos residenciais não possuem direitos. Entenda:
Proprietários: assim que começam as especulações sobre a desapropriação, os proprietários regulares ou possuidores, no caso de usucapião, devem procurar o responsável pela ação de desapropriação para saber quando ela será executada, para evitar o desespero e sair do imóvel sem ter certeza que a obra será feita.
Caso aceite o valor proposto pelo Metrô, neste caso, o proprietário sai da casa num prazo que pode ser negociado com o responsável pela obra. Já se houver desacordo, é possível entrar com uma ação na justiça para aumentar o valor oferecido, porém, neste caso a desapropriação se torna mais lenta. Além disso, não é possível se opor à obra, a desapropriação é inevitável.
Um fator importante a ser considerado pelo proprietário é que, ao sair o primeiro laudo, se o poder desapropriante tiver de pagar o valor solicitado, mesmo que o dinheiro ainda esteja em juízo, a propriedade poderá ser desapropriada e, mesmo sem o valor em mãos, o morador deverá deixar o local, sendo passível de negociação.
De acordo com o especialista em desapropriação e advogado do escritório Pires & Gonçalves Advogados Associados, Lucas Souza, é importante que o proprietário do imóvel procure outra residência assim que for notificado, considerando um valor médio de indenização de R$ 500 mil a R$ 600 mil.
Inquilinos: nos casos em que o imóvel desapropriado for um estabelecimento comercial, o inquilino pode entrar com ação de perdas e danos contra o poder desapropriante, uma vez que apenas o proprietário do imóvel será indenizado. Para isso, é necessário provar que o estabelecimento está no local a mais de três anos, além de mostrar o contrato por tempo determinado ou a escrituração contábil.
Já nas residências alugadas, o inquilino não possui direitos. Nestes casos, não há pagamento de rescisão contratual nem por parte do inquilino ou do proprietário, porém, quem se sentir lesado poderá entrar em ação para requerer do dono do imóvel ressarcimento por benefícios feitos na moradia.
Comprador: quem se depara com uma oferta de imóveis numa região que poderá ser desapropriada é importante procurar primeiramente o setor de desapropriação da prefeitura e solicitar o mapa de abrangência da desapropriação, com os endereços e imóveis escolhidos. Caso compre o imóvel e após um mês descubra que ele será desapropriado, o comprador poderá exigir do vendedor na justiça, uma indenização por perdas e danos desde que prove que houve má fé.
Fonte: Infomoney
Mudança na remuneração da caderneta de poupança não trará problemas para o mercado imobiliário, avaliam especialistas

A indústria da construção civil considerou positiva a mudança na remuneração da caderneta de poupança, cujos novos depósitos serão corrigidos por 70% da taxa básica de juros (Selic) sempre que ela for igual ou menor a 8,5% ao ano. Além de deixar de ser uma trava para a queda dos juros, permitirá a redução dos custos de financiamento imobiliário.
"Foi uma medida extremamente benéfica para a indústria da construção. A poupança vai continuar sendo competitiva e vai ter recursos mais baratos para financiamentos mais baratos", acredita Rubens Menin, presidente da MRV.
Para Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apesar de ser uma mudança necessária, é preciso lembrar que as aplicações já existentes permanecem com a regra atual de rentabilidade, com juros fixos de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a variação da Taxa de Referência (TR). "A partir do momento que a Selic cair, a remuneração da poupança vai ser inferior somente para os novos depósitos, toda a massa de recursos vai ser remunerada pela forma antiga. Então, como o percentual de novos depósitos em relação ao todo é muito pequeno, no global esse custo não vai ser significativo", afirma.
Isso significa, portanto, que a poupança continua a ser atrativa e não vai afastar os investidores pra outras aplicações. "A poupança tem um público fiel. Hoje temos juros de 6% ao ano, mas se tinha juros reais de 40% ao ano em épocas passadas e nem por isso a poupança deixou de ter recurso lá. É um investimento para quem busca segurança, facilidade de aplicação e visibilidade do rendimento. A mudança não vai trazer nenhum problema para o setor", opina Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).
Fonte: Site Piniweb
Venda do imóvel: produto ou serviço?

Como o corretor de imóveis deve enxergar o imóvel? Afinal, é um produto ou serviço que está em jogo para ser vendido ou negociado? A resposta lógica em um primeiro momento é afirmar que o imóvel é um produto pois, é algo tangível. Para o administrador, especialista em Gestão Empresarial, Guilherme Machado, todo corretor pode vender imóvel, mas somente um profissional qualificado é capaz de proporcionar uma experiência única de compra para o seu cliente por meio da prestação de um serviço de qualidade.
“A venda de serviço ocorre com a participação direta dos clientes e é consumida no ato do atendimento, ou seja, não há como o futuro comprador levar o atendimento para casa por meio de um objeto físico. O que leva é a percepção do serviço, a sensação que sentiu ao ser atendido. O envolvimento deve ser alcançado desde o primeiro contato entre o corretor de imóveis e o potencial comprador. O imóvel pode ser mais que um simples produto para venda”, afirma Guilherme Machado.
Machado explica que quando o processo de vendas é baseado apenas em produtos, em características físicas, o poder de convencimento do corretor de imóveis e as chances de efetivar o negócio são drasticamente reduzidos. “Se o corretor sair de casa com o pensamento exclusivo de vender um imóvel, estará simplesmente vendendo um produto: a transformação de concreto, aço e lajota em uma parede. Será que é isso que o cliente busca quando procura por um profissional da intermediação?”, indaga o especialista, em seu blog.
A vantagem de vender um serviço
A conduta do corretor de imóveis que vende especialmente o conceito de serviço é diferenciada. “O profissional entende que por trás do cliente há uma motivação para compra, que pode estar baseada em diversas variáveis como a realização de um sonho, o crescimento profissional, a independência, a liberdade, o lucro, entre outros,” comenta.
Sendo assim, esse corretor se dedica a investigar quais são essas motivações por meio do envolvimento com o cliente e, muito mais do que características, visa destacar os benefícios de acordo com a necessidade do cliente, tornando a sua argumentação mais persuasiva, dizendo aquilo que o cliente realmente procura ouvir de forma sincera e não comercial.
“Em um processo de mostragem de imóvel, por exemplo, o profissional que vende produto estuda os detalhes do empreendimento de forma superficial, ou seja, analisa as informações que estão no cadastro no sistema ou na ficha de lançamento, entre eles a metragem da unidade, quantidade de itens de lazer, enfim, características físicas”, finaliza.
Fonte: Redimob
House-hunters vasculham bairros atrás de imóveis disponíveis


No mercado de trabalho, quando uma empresa precisa de um profissional altamente especializado e com experiência e competências específicas para um determinado setor, elas apelam para os head-hunters, que vão vasculhar o mundo corporativo atrás dele. Nessa mesma linha, o mercado imobiliário, para satisfazer os interessados em imóveis, criou os house-hunters.
Diferentemente do corretor de imóveis, os house-hunters trabalham de forma extremamente focada. Eles saem às ruas exclusivamente atrás de imóveis que ainda não estão para alugar ou vender, mas que seriam perfeitos para atender a seus clientes. De acordo com a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, muitos negócios não eram fechados simplesmente porque não havia imóveis do jeito que as pessoas estavam procurando.
Na prática, o objetivo do house-hunter é encontrar o maior número de imóveis, para atender ao maior número de clientes. E, aparentemente, esse trabalho está dando resultado. Só no mês de março deste ano, 1.300 imóveis foram captados desta forma. Isso quer dizer que a vida de quem está procurando o imóvel perfeito para alugar ou comprar está ficando mais fácil.
Mas, por outro lado, os proprietários também acabam beneficiados. De acordo com Roseli, como os house-hunter vão até as casas e os apartamentos, o dono do imóvel não tem o trabalho de procurar a corretora. Além disso, esses profissionais estão prontos para esclarecer todo tipo de dúvidas.
Fonte: Infomoney
5 dúvidas sobre financiamento imobiliário


Uma das formas mais comuns de se adquirir a tão sonhada casa própria é através do financiamento. O mercado oferece algumas formas para obter esse empréstimo, seja direto com a construtora ou no banco. Se você está prestes a bater o martelo, fique atento às dicas do assessor jurídico João Bosco Brito. Ele explica regras, prazos e documentação necessária para você não ter problemas no negócio.
Quais são as exigências para conseguir um financiamento imobiliário?
Brito – Se você vai comprar um imóvel na planta ou em construção, direto com a construtora, precisará apresentar apenas documentos de identidade e CPF. Não há exigência de "ficha limpa". Já no financiamento bancário, além da "ficha limpa", é exigido comprovação de rendimento adequado ao valor do crédito (valor da prestação não pode ultrapassar 30% do valor da renda líquida). Também é necessário apresentar certidão de nascimento ou casamento, certidões de protestos, distribuidor judicial, imposto de renda e comprovante de residência.
Quanto tempo demora para sair o crédito?
Brito – Direto com a construtora, imediatamente. Em financeiras, 30 dias para aprovar o crédito e até 180 dias para liberar o dinheiro.
Em quantas vezes pode-se financiar um imóvel?
Brito – Em planos governamentais, como no Minha Casa, Minha Vida, o imóvel pode ser financiado em até 360 meses. Outros negócios, pelo Sistema Financeiro da Habitação, até 240 meses. Em planos privados, como o Sistema Financeiro Imobiliário, o critério é da construtora. Em geral, até 120 meses.
Qual o problema principal que inviabiliza um financiamento?
Brito – No financiamento direto com a construtora, quando é emitido o contrato, as cláusulas chamadas "abusivas” deixam o comprador desmotivado para o negócio, pois favorecem a construtora com cobrança de taxas, comissão do corretor por fora, juros indevidos, correções ilegais, incorporação não registrada etc. Nos planos oficiais e financiamentos bancários, a falta de cadastro limpo ou de renda mínima necessária são os maiores empecilhos.
A Caixa é mesmo a melhor opção para financiamento? Por quê?
Brito – É a melhor opção para as pessoas da classe média baixa ou de baixa renda, que podem comprar pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Porém, famílias da classe média com renda maior e estabilidade de emprego, financiar direto com a construtora é a melhor opção. Já para quem não tem muita pressa no imóvel, a melhor opção é o consórcio.
Fonte: Exame.comEntenda as diferenças entre tipos de imóveis

Já ouviu falar em apartamento Giardino ou em Tripex? As nomenclaturas que definem os tipos de apartamento são tantas que às vezes fica confuso entender as diferenças entre um imóvel e outro. Para não restar mais dúvidas, explicamos para você as principais
características de cada um deles. Confira:
Cobertura: é o apartamento que fica no último andar do prédio e pode, inclusive, ter espaços de entretenimento ao ar livre, como piscinas.
Kitnet (kitchenete ou quitinete): é um apartamento pequeno, com cerca de 20 a 35 m². A principal característica é possuir apenas um cômodo e banheiro. O cômodo único integra quarto e cozinha.
Loft: os lofts surgiram nos EUA nos anos 60 e 70. Eles faziam referência a antigos galpões comerciais ou industriais reformados para fins residenciais. No Brasil, o termo perdeu esse significado e passou a ser sinônimo de apartamentos amplos, sem divisórias, muitas vezes com o pé direito alto e grandes janelas, geralmente com mezaninos.
Studio: Esta termologia está muito associada ao loft. Na verdade, se assemelham muito os dois tipos, mas o estúdio é caracterizado por apresentar algumas divisões internas a mais que o loft, como, por exemplo, o quarto privativo, delimitado com paredes.
Duplex: quando um apartamento tem dois andares, ele é chamado de duplex. Praticamente um “apartamento sobrado”. Se forem três andares, o nome é triplex.
Apartamento padrão: é o tipo mais comum de apartamento; caracteriza-se por possuir uma planta com divisões internas bem definidas: sala de estar, sala de jantar, cozinha, quartos, banheiros etc. Pode ser classificado pelo número de dormitórios (um, dois, três, quatro ou mais quartos).
Giardino ou Garden: são apartamentos que ficam no térreo do prédio e possuem quintal ou jardim. Alguns de alto padrão têm churrasqueira, forno de pizza e até piscina.
Fonte: Exame.com
Com freada em lançamentos, mercado se volta para imóveis usados
A já esperada desaceleração do mercado imobiliário, com as empresas revendo metas de lançamentos para priorizar rentabilidade, tende a garantir fôlego ao inexplorado e pulverizado segmento de imóveis usados, o que começa a alterar a dinâmica das principais empresas do setor. Em linhas gerais, desde meados do ano passado, as construtoras e incorporadoras passam por um período em que precisam colocar a casa em ordem a fim de retomar rentabilidade e gerar caixa, movimento que deve se manter pelo menos na primeira metade deste ano.
Segundo estimativa da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci) no Brasil, o volume de lançamentos este ano deve superar ligeiramente o realizado em 2011, com acréscimo de apenas 3 ou 4 por cento, cenário bastante distinto do visto em 2010, por exemplo, quando o mercado sofreu uma avalanche de imóveis novos. "Essa tendência é positiva e gera liquidez para o mercado de usados, que acaba sendo oxigenado", disse o presidente da Fiabci no Brasil, Basilio Jafet, que também é vice-presidente do sindicato da habitação Secovi-SP. Nesse sentido, empresas inicialmente formadas para atender o mercado de lançamentos começam a se voltar para o segmento secundário, a exemplo de Brasil Brokers e Lopes.
A Lopes espera avançar no mercado de imóveis secundários ao intensificar as aquisições nesse segmento em 2012, após ter mais de 20 por cento da receita líquida do ano passado proveniente das vendas de usados, antes com participação marginal nos negócios da empresa. "(Os imóveis) usados são o grande mercado para crescimento... Ainda temos um enorme caminho a percorrer e uma enorme oportunidade de crescimento", disse o vice-presidente financeiro da Lopes, Marcello Leone, ao comentar o balanço de 2011 na última semana. Segundo o executivo, alvo de um perfil diferente de consumidor, o imóvel usado tende a ser mais demandado por pessoas que priorizam a localização do empreendimento, enquanto os lançamentos costumam ser mais atrativos por atributos como área de lazer.
Embora não haja estatísticas apuradas quanto ao segmento secundário no país, a Brasil Brokers estima que o nicho represente de 70 a 75 por cento do volume de transações no mercado imobiliário nacional, sendo que a empresa detém perto de 2 por cento.
De acordo com o vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Álvaro Soares, o segmento de usados responde por cerca de 15 por cento do volume de vendas da companhia, que tem como meta alcançar "algo entre 30 e 35 por cento nos próximos cinco anos".
O DILEMA DOS PREÇOS
Um dos temas que mais aquece as discussões envolvendo o mercado imobiliário no Brasil -os preços dos imóveis- também divide representantes do setor quando se trata de usados.Atualmente, a diferença de preços entre imóveis usados e novos é de cerca de 30 por cento, segundo Soares, da Brasil Brokers, embora exista muita oscilação."Há um ano chegou a 20 por cento, mas já foi de 40 por cento há três anos", disse ele. "Existe a tendência de os preços começarem a convergir. Quanto mais maduro o mercado fica, mais forte é a tendência desta lacuna fechar."
Uma pesquisa da Reuters mostrou na última semana que os preços de imóveis residenciais no Brasil devem subir mais que o esperado anteriormente neste ano em meio à recuperação da economia, adiando a expectativa de uma estabilização por pelo menos alguns trimestres após a disparada dos preços nos últimos anos."A tendência é de que (os preços) ainda subam, porém de forma mais controlada do que no passado", afirmou a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes, que também estima uma diferença de 30 a 40 por cento no valor dos usados ante os novos.Mas há quem veja na oferta de imóveis novos, resultado da conclusão do ciclo de construção que começa a acontecer agora após o forte ritmo de lançamentos em 2010, uma janela de oportunidade para o segmento de usados em termos de preços."Existe um grande estoque de imóveis novos em produção, que começa a entrar na fase de entrega.
Fato que muito provavelmente forçará uma baixa no valor dos imóveis usados", disse o diretor-executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal, Teotônio Costa Rezende.Em sentido contrário, Jafet, da Fiabci, descarta qualquer movimento de queda nos preços, tanto dos imóveis novos quanto dos usados."Os custos ainda estão muito elevados e é muito difícil haver queda de preço no caso dos novos", disse ele. "Com isso, os preços dos usados também tendem a se manter em alta, porque há uma migração da demanda para o usado."Conforme Jafet, os preços de imóveis em geral devem ficar muito próximos da inflação este ano.
Fonte: Reuters
Financiar imóvel é melhor que alugar?

O que se gasta com aluguel seria suficiente para pagar as prestações de um imóvel?
A decisão de comprar ou alugar um imóvel depende geralmente dos projetos pessoais de cada um. A compra de um imóvel é um projeto de médio/longo prazo. Portanto, se você pretende ficar na cidade onde reside, financiar a casa própria parece uma alternativa melhor do que continuar alugando. Afinal de contas, você estaria investindo em um bem que lhe pertence, construindo assim o seu patrimônio.
Hoje, se você financiar 80% do valor de um apartamento (520.000 reais) pela tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), a parcela mensal inicial de será de aproximadamente 6.150, lembrando que as parcelas são decrescentes ao longo dos anos. Consideramos uma idade de 35 anos, um prazo de 360 meses para amortização e taxa média de 11% ao ano.
Para ter uma parcela próxima ao valor que você paga hoje de aluguel, o financiamento máximo seria de 270.000 reais. Ou seja, você teria que ter em mãos os outros 380.000 reais para dar de entrada no imóvel. Isso sem esquecer que terá de arcar com despesas de condomínio e IPTU.
A principal vantagem de financiar a compra de um imóvel é que você poderia comprar um bem agora, sem se descapitalizar totalmente. O imóvel poderá valorizar no decorrer dos próximos anos e aumentar assim o valor do seu patrimônio pessoal. Se um imóvel que hoje vale 650.000 reais valorizar 5% ao ano nos próximos 10 anos, ele poderia ter um valor de mercado de mais de 1 milhão de reais transcorrido esse prazo.
Além disso, você pode ir amortizando seu financiamento e terminar de pagá-lo antes do prazo, o que economizará os juros pagos ao banco. Agora é uma questão de ver se as parcelas cabem no seu orçamento. Afinal de contas, não adianta comprar o imóvel e depois ficar em apuros financeiros.
Fonte: Exame.com
Como se tornar um empreendedor no mercado imobiliário?
Depois de vários anos atuando no apoio às pequenas e micro empresas, o superintende do Sebrae-SP, Bruno Caetano, chegou à conclusão que em nosso dia a dia fica muito evidente: “o brasileiro tem dois sonhos – ter a casa própria e ser dono do próprio negócio”. E você já parou para refletir como essa afirmação abre diversas oportunidades de inovação para o mercado imobiliário?
O projeto de ter a casa própria, potencializado pelo bom momento da economia brasileira e maior abertura de crédito, proporcionou o aquecimento do mercado imobiliário e o profissional que deseja investir nesse segmento tem nesse cenário as condições favoráveis para iniciar um novo negócio ou incrementar algo que já exista. Contudo, antes de se aventurar nesse mercado é necessário ter a consciência de que ninguém alcança o sucesso da noite para o dia. Empreender no ramo imobiliário exige outros requisitos para além do sonho de ser seu próprio patrão.
Ao longo desses mais de 12 anos de atuação no mercado imobiliário identifiquei algumas características que são fundamentais para quem quer se tornar um empreendedor no segmento de imóveis. Acompanhe-me e reflita se você está preparado para inovação.
Vamos nessa?
Primeiramente, é importante entender que o empreendedor é aquela pessoa que, de forma especial e inovadora, se dedica a uma atividade que pode gerar um novo produto ou serviço ou que pode transformar algo que já exista no mercado impulsionado por seu conhecimento, ou seja, pelas informações e qualificações que possui. Sendo assim, partimos do princípio que todo empreendedor deve ter uma ideia. E esse processo nem sempre é tão simples. Devemos criar o hábito de pararmos um momento do nosso dia para nos provocarmos a buscar novas ideias. E para isso é necessário ter informação, conhecimento do mercado imobiliário e organização.
E essa ideia não precisa ser um projeto muito complexo. Costumo dizer que não precisamos, necessariamente, inventar a roda, mas buscar alternativas que façam com que essa roda gire mais rápido. Logo, não se preocupe com ideias muito revolucionárias. Às vezes, o mercado está carente por projetos que aperfeiçoem e otimizem os processos já existentes. É necessário estar atento aos cenários econômicos para enxergar as oportunidades para inovação. Diante disso, é imprescindível planejar as ações para fazer com que os projetos saiam do campo do imaginário para a prática. Desse modo, o empreendedor, antes mesmo de organizar as suas ideias dentro de um planejamento, precisa ter a convicção de que o seu projeto é possível, ele é o primeiro que deve acreditar que a sua ideia é boa, pois somente assim terá o comprometimento necessário para levar seu planejamento adiante.
Para gerar esse comprometimento é necessário ser apaixonado pelo mercado imobiliário. Caso contrário, o empreendedor não terá força para continuar com o seu projeto perante as dificuldades que certamente surgirão. E mais, se o empreendedor não for apaixonado e não tiver a convicção de que seu projeto é possível, não resistirá às pressões que normalmente virão das pessoas mais próximas ao seu ciclo de relacionamento. O empreendedor muitas vezes será taxado como louco por seus amigos, familiares e colegas de trabalho. O profissional que se desafia a sair da zona de estabilidade para buscar algo novo, normalmente escutará frases do tipo: “como você foi capaz de largar a segurança de um emprego para se aventurar nesse projeto que você nem sabe que vai dar certo?”, “como você foi capaz de arriscar a comodidade e a tranquilidade da sua família em prol dessa loucura?”. E se o empreendedor não estiver comprometido com o projeto, essas frases com certeza trarão um impacto muito grande que poderão até mesmo fazê-lo desistir de propor alguma mudança para o mercado imobiliário.
Acredito que um dos maiores incentivos para quem quer empreender é olhar os exemplos que a nossa história nos mostra. Personalidades que para nós hoje são exemplos de superação, em suas épocas foram taxados como loucos como Isaac Newton, Socrátes, Platão, Einstein, Che Guevara e tantos outros. Portanto, inspire-se nessa loucura saudável que é a arte de empreender e transformar. Sendo assim, quem quer ser um empreendedor no mercado imobiliário deve ser resiliente. A resiliência é a capacidade que o indivíduo tem de superar críticas, é a capacidade de se regenerar diante das dificuldades e seguir em frente rumo ao alcance dos seus objetivos. Um pensamento de Bill Cosby ilustra com maestria o sentido da resiliência. “Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo”. Os seres humanos são complexos por natureza e é impossível agradar a todos de forma unânime. Portanto, foque naquilo em que você acredita, esteja preparado para as críticas e absorva delas aquilo que te faz evoluir e descarte o que te desmotiva. Diante disso, se você quer empreender no mercado imobiliário, jamais tenha autopiedade. Não sinta pena de si mesmo diante das críticas ou dos fracassos. Não fique tentando justificar seus erros buscando muletas para o insucesso. As grandes catástrofes da natureza não acontecem de uma hora para outra, antes disso, elas dão sinais. E assim também é no mundo dos negócios, as crises muitas vezes são previsíveis e para administrá-las é preciso estar preparado, ter um plano de contingência. Isso só é possível quando se faz um estudo criterioso do seu negócio.
Com isso, é preciso rever algumas posturas e avaliar se este é o momento certo de sua vida para ser empreendedor no mercado imobiliário. Você deve estar disposto a se dedicar, a se planejar e a entender que o tempo para você correrá de uma forma diferente do que para as outras pessoas, pois no início não há horário de trabalho definido, toda hora e lugar são oportunidades de negócio. O sucesso é fruto da dedicação, do trabalho duro e até mesmo da renuncia de certos hábitos. Se você não é capaz de compreender isso, então ainda não está preparado para empreender. Depois de ler este artigo e refletir sobre a sua postura profissional, você está motivado a se tornar um empreendedor do mercado imobiliário? E você que já é um empreendedor, quais estratégias utilizou para inovar no mercado, como você superou as dificuldades? Sua opinião é muito importante para nós.
Fonte: Clipping Imóveis


